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FOTOS AGOSTO NIKON 002“A Revolução Alemã – [1918 – 1923]” – Isabel Loureiro

Sempre que um historiador consegue amarrar a história, ou podemos mesmo dizer ficcionar os eventos numa trama só, o resultado costuma ser de leitura tão agradável quanto instrutiva. É o caso aqui. Um eixo muito claro norteia este trabalho de Isabel Loureiro. Afinal, como é que as forças conservadoras se saíram vitoriosas na Alemanha da Primeira Grande Guerra onde tudo apontava para uma revolução socialista? Não vou, propositadamente, elaborar sobre uma possível resposta (que a própria autora não simplifica de modo algum), mas vale dizer que em meio ao jogo de poder descrito vislumbra-se uma prática de grande interesse para todos nós: os conselhos. Opondo-se tanto à social-democracia com sua tentativa de tomar o poder pela via legal, quanto ao partido revolucionário nos moldes leninistas, buscando liderar a massa proletária num ato violento, o conselho difere do sindicato na medida em que não é organizado por profissão, mas por empresa. E a Polônia recentemente…

FOTOS AGOSTO NIKON 004“Os Analectos” – Confúcio

A melhor maneira de encarar o “arqui-conservador chinês” é como a um daqueles pré-socráticos fragmentários, um Heráclito. Dessa forma, há algo de estranhamente reconfortante num texto tão antigo – se o livro anterior sobre a Revolução Alemã situa o mundo numa escala histórica, aqui o mundo é posto numa balança cósmica. Desse prisma, não há nenhum orientalismo exótico, apenas a inevitabilidade da morte e a retidão do caminho. Estes Analectos não se prestam à leitura do começo ao fim, mas fazê-lo é uma imersão nas profundezas daquilo que, talvez por falta de jeito ou por erro de tradução, convencionou-se chamar de espírito humano.

FOTOS AGOSTO NIKON 001“Não sou ninguém: poemas” – Emily Dickinson

45 poemas selecionados e traduzidos por Augusto de Campos. Pouco se sabe sobre a vida de Dickinson, que viveu a vida inteira na casa paterna. Sabemos que cursou o seminário feminino, do qual foi expulsa após recusar-se a declarar publicamente sua fé. Sabemos que teve alguns poemas recusados por uma revista hoje relegada ao esquecimento. E sabemos que deixou quase 1800 poemas breves, de uma voz e personalidades inconfundíveis. Emily Dickinson é o oposto de Walt Whitman, um microcosmo de sentido condensado em cada verso. Já se falou em “mistura de puritana e livre pensadora”, e é talvez sob o signo desse e tantos outros paradoxos que a obra de Dickinson se derrama em mil e um leitmotifs.

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