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Como a L-Dopa é uma entidade razoavelmente transparente, achamos por bem colocar aqui no site as últimas deliberações e os projetos que vêm sendo levados adiante. Eu e o Klaus nos encontramos duas vezes na semana passada e decidimos (sem necessidade de muito bla-bla-blá) que os cinco trabalhos que já se encontram prontos “na gaveta” serão encaminhados em agosto e deverão estar prontos no segundo semestre. São eles:

  • Rocker – A tragédia da Espanha. Uma análise da revolução espanhola “no calor dos eventos”. O livro é importante primeiramente pelo registro histórico mas também, em segundo lugar, pelo método aplicado no exame e na crítica do fenômeno e portanto aplicável em outras situações.
  • Malatesta – No Café: diálogos sobre o anarquismo. Escrito ao longo de diversos anos, o livro aborda pontos importantes do anarquismo; mas o que o torna realmente digno de nota é ter sido escrito na forma de diálogos (como em Platão!) – não só uma introdução, como um mapa de atuação.
  • O’Henry – Contos. O’Henry, autor proto-surrealista e da inocência do começo do século pré-Primeira Guerra, escreveu mais de 400 contos (!). Trocadilhos abundam em todos os textos e vão lado a lado com os finais inesperados. Oito contos (inclusive alguns clássicos) nesta pequena antologia.
  • Strindberg – A Sonata dos Espectros. O maior dramaturgo do século XIX. Possivelmente sua obra mais importante, levada ao palco diversas vezes por Ingmar Bergman. Denso, delicado, duro, deslumbrante e todos esses adjetivos com D de “drama”. Ah sim, e S de “sublime” e de “sonho”. Se alguém quiser encenar, entre em contato.
  • Nils Skare – A Antibruma. Este que vos escreve terminou esse humilde livrinho no ano passado. Bem, não esperem que eu comente minha própria obra.

Bem, eis aí os livros que estão “guardados” e virão ao mundo no segundo semestre de 2009, se tudo acontecer dentro dos conformes. No mais, vamos levando o Kappa e os Comunistas de Conselho.

O Kappa, como os frequentadores assíduos deste blog sabem, é uma novela do japonês Akutagawa Ryunosuke que eu e Ricardo Carnieri estamos vertendo para o português. Estávamos fazendo-o à velocidade de um capítulo por semana (com exceções), mas nas últimas semanas o Ricardo conseguiu um emprego e fica difícil nos encontrarmos às sextas como vínhamos fazendo. Questões de logística. Não sei ainda se será possível terminar o Kappa para embarcar no comboio com aqueles outros livros. É preciso também escrever uma introdução, e essas coisas podem tomar tempo. Além disso, a pressa é inimiga da perfeição.

Quanto ao projeto de uma Antologia Crítica dos Comunistas de Conselho, bem, isso ainda está no começo e muita coisa pode mudar. Basicamente procuraremos tratar de cinco autores: Pannekoek, Muhsam, Landauer, Korsch e Ruhle. Cada um terá um breve biografia acompanhada de extratos de textos mais importantes de cada autor. É um trabalho que envolve uma pesquisa um pouco difícil – levará tempo também, algum tempo.

Por último, em coisas não tão relacionadas à editora, estou escrevendo alguns artigos para tentar publicar em revistas científicas. O primeiro artigo (quase prontinho) faz uma comparação entre duas traduções de Moby Dick. A idéia é que numa crítica de tradução é sempre necessário que essa crítica seja feita com base em símbolos do próprio texto. No segundo artigo (também quase pronto) comparo quatro versões do filme de sci-fi Invasores de Corpos (de 1956, de 1978, de 1993 e de 2007) à luz do conceito de fantasia ideológica. A idéia é que toda crítica ideológica passa por alguma espécie de crítica de tradução. Ainda vou deixar esses textos “descansando” e depois tento enviar para algum lugar.

O Klaus por sua vez está fazendo um jornal, o Footbal Hoy! que trata, evidentemente, de assuntos futebolísticos (os ligados ao futebol de sábado com o pessoal). O jornal está conduzindo também uma campanha contra a FIFA. Ah sim, ele é escrito em portunhol, como vocês já devem ter imaginado.

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3 Comments

  1. Estou ansioso para ler esses futuros lançamentos da l-dopa,tenho acompanhado direto o kappa e também a coluna do tradutor,o ritmo da leitura é suave,instigante ,muito bom ,nada intrincado, agora não sei se isso é do autor ou é o toque que vcs estão dando a tradução,
    desculpe a curiosidade qual sua formação Nils?
    Filosofia,Letras?Porq vc falou dos artigos ciêntificos…..

    Kappa é numa pegada realismo mágico,fantástico?!Essas coisas?

    Li dois livros nada haver bem diferentes e não sei porque me lembraram de Kappa, um foi o Cem Anos De Solidão e o Outro, O Guia Do Mochileiro das Galáxias.Nada haver,haver não é?

    Abraço e se pá me passa seu email ai cara.

    Já trocamos cartas no século passado.

    • Aí Alex,

      O estilo do Ryunosuke é bem “fluido” mesmo, acredito que ele se relaciona com uma certa tradição de narrativa oral japonesa.
      Estou escrevendo uns artigos simplesmente por gosto e para ver no que dá – estudei C. Sociais um tempo e depois Letras, mas não me formei em nada.
      Não sei até que ponto o Kappa é realismo mágico (por que não?), me parece uma paródia das convenções humanas tipo “Viagens de Gulliver” sob o disfarce de um tema “infantil”. Cem Anos de Solidão lembra um pouco (O “Mochileiro” não li ainda) mas acho que o japonês é mais crítico em termos sociais. Não que o G. G. Márquez não seja… enfim, comparações.

      Meu e-mail é nils.skare@gmail.com

      Abraço,
      n.

  2. Salve Nils,

    Mto bom ter noticias dos futuros lançamentos da L-dopa.

    abraço


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