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Ali estão sempre “as pessoas”, de uma forma ou outra; sempre “as pessoas” da pergunta “o que as pessoas vão pensar”? E ao mesmo tempo sabemos (ainda que nem sempre a tempo) que “as pessoas” que estão nas discotecas também estão nos hospitais, que “as pessoas” que fazem turismo para Cancun também lotam os presídios. O Outro tem uma rachadura, e é por isso que podemos desejar. Se o Outro endurece, mais o ar se torna perversamente irrespirável. Enfim, quem não se questiona é louco, só esse acredita na identidade de si consigo mesmo. Se é verdade que as pessoas (agora sem aspas) têm o direito à felicidade, isso empurra a questão, por um lado, para alguém que deve saber o que é isso, como se chega lá, alguém que garanta por sua própria presença que a impossibilidade de preencher essa falta pode ser, senão vencida, ao menos dobrada; e por outro lado exige que esse sujeito seja transformado em metáfora, não para “esvaziar” ou “abstrair” a realidade de suas qualidades, mas para sustentar a realidade possível da felicidade. A metáfora que transforma, aí, aí sim essa mutação que permeia tudo, que estrutura tudo com ficção líquida. 

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One Comment

  1. zygmunt bauman gostaria de ler isso.


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