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A peça de teatro Aquele que diz sim e aquele que diz não, escrita por Bertolt Brecht em 1930, é baseada na peça japonesa Taniko. A imagem no Ocidente dos japoneses pode ser dividida em duas: uma, a da direita, do Japão “fanático” (samurais, kamikazes, códigos hierárquicos) e outra, a da esquerda, do Japão “semiótico” (de Eisenstein a Barthes, a pintura nipônica, a liberdade do “logocentrismo” ocidental) – Brecht é uma exceção nessa dicotomia, e sua peça foi atacada de ambos os lados, conforme relata Zizek.

A peça "Aquele que diz sim e aquele que diz não" encenada por 70 crianças de uma escola de Dessau no Berliner Ensemble como parte do Brecht Fest

A peça "Aquele que diz sim e aquele que diz não" encenada por 70 crianças de uma escola de Dessau no Berliner Ensemble como parte do Brecht Fest

Trata-se da história de um menino numa cidadezinha que se junta a uma expedição que parte para as montanhas, tendo por objetivo conseguir um remédio para uma peste que está assolando a vila. Nas montanhas o menino fica doente, impedindo o progresso do grupo. Assim, os outros membros o condenam à morte, mas somente após o menino ter concordado com o costume que diz que aqueles que obstruem uma expedição devem ser atirados de um precipício.

O menino diz sim? O menino diz não? E quem aprende nessas peças ‘didáticas’? O público? Os atores? E, é claro, a pergunta do mês que vale um marcador de páginas da L-Dopa: a liberdade é a liberdade de escolher aquilo que você sabe que tem que fazer?

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