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Philip K. Dick à luz de Crumb neste HQ.

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Nem sempre são os melhores autores que nos dão as melhores idéias. Às vezes um poeta menor, um filme com alguns defeitos e pronto – algumas luzes se acendem e dizem de algo que não veríamos de outra forma. Uma das possíveis definições de sabedoria seria a de algo como a capacidade de aprender com qualquer coisa. Nesse sentido é que se entende que o cronista para quem “tanto o grande quanto o pequeno merecem igual atenção” e para quem portanto “nada que já existiu pode ser considerado perdido” se interesse pela imagem dialética tal qual a formula Benjamin. Ela está no encontro dos extremos que se tocam formando a idéia. (Um exemplo fornecido por Zizek sobre esse procedimento, que une os produtos da cultura mais espiritualmente elevados junto com sua contrapartida mundana e prosaica: a união do sublime casal amoroso na ópera A Flauta Mágica de Mozart junto com a definição de casamento de Kant (contemporâneo de Mozart), para quem o matrimônio é “um contrato entre dois adultos de sexos opostos para o uso mútuo de seus órgãos sexuais”.) Benjamin entende nesse processo o ato de aplicar à história o princípio da montagem. “Isto é: erguer as grandes construções a partir de elementos minúsculos, recortados com clareza e precisão. E, mesmo, descobrir na análise do pequeno momento individual o cristal do acontecimento total.” (Passagens – fragmento [N 2,6]). Assim pode-se romper com o historicismo.

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